Muito disso acontece porque a internet virou o principal ambiente social dessa geração.
Se você convive com adolescentes, provavelmente já passou por isso: eles começam a rir,
falam uma expressão que parece código secreto, e você percebe que entrou oficialmente na fase em que precisa de tradução simultânea.

“Six seven”.
“Farmar Aura”
“Delulu”.
“Betinha (Beta)”.
“Sigma”.
A adolescência sempre criou linguagens próprias. Mas a velocidade com que as expressões mudam hoje impressiona até os próprios jovens.
Muito disso acontece porque a internet virou o principal ambiente social dessa geração.
As gírias nascem em vídeos curtos, memes, trends, jogos online e redes sociais e se espalham em poucos dias. Quando os adultos finalmente entendem uma expressão… ela muitas vezes já ficou ultrapassada.
Mas talvez o mais interessante não sejam as palavras em si. E sim o que elas representam.
Na adolescência, linguagem também é pertencimento. É uma forma de criar identidade coletiva, marcar diferenças geracionais e sentir que faz parte de um grupo.
Toda geração teve isso. Os adolescentes de hoje apenas vivem esse processo em velocidade digital.
Ao mesmo tempo, muitas famílias sentem dificuldade em acompanhar esse universo.
E às vezes a sensação é de que filhos e pais passaram a habitar mundos completamente diferentes.
Mas talvez não seja necessário entender cada gíria para continuar próximo.
Porque, no fim, o mais importante não é dominar o vocabulário adolescente. É continuar mantendo espaço para conversa, curiosidade e presença mesmo quando parece que eles estão falando outro idioma.
E aí na sua casa: qual foi a última expressão adolescente que fez você ficar completamente perdido?
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